segunda-feira, janeiro 01, 2007

Despejo-me para a comida, hoje rebordo prenhe de fomes. A distensão tacteia o sal do cajú, ânsia na pele, aquela que é, no cérebro, desocupação. De encontro à mão estendida, o fundo do prato, a tela impenetrável escorrendo as tintas do inicial, o pincel num coma que se aprofundou. Em cada vez mais electricidade, o parto submerso na tisana de sempre dá-se efervescente pelo abismo, mas só a verbalização do espelho inciente (turvo por reflexos) é as folhas aromáticas a boiar suadas. A banalidade da impressão digital afugenta o monoteísmo do vôo, traçado no intermitente que lembra agora a nuvem, disperso esboço de viagem. Refulgem, por sob a ponta física da aproximação abstracta e intuída, as anulações em branco total, que alguém inferirá húmido ou fino. Durmo o mundo em mil gestos, sonambulismo recortado às artísticas veias do azul-céu, conjuntura prescrita de intenção, e ainda assim tangente à óptica, intrigas esculpidas no fractal de poros. Flébil tesoura, estendo a estampa na farsa primaveril. A punctura, agulha sozinha, é a noção de se ser discípulo da rotação. No centro do horizonte, realidade vária, vértebras são espalhadas por um tornado, leitos os terrenos dispostos em distância presencial. Sem ortopedia, a vontade é absorta - rito, dôr, e sequência (outra vez a hipótese).